sábado, 2 de maio de 2009

Genes no combate ao crime

Quem é fã do seriado de televisão CSI (Crime Scene Investigation), exibido no canal AXN, sabe como a genética pode ser útil na solução de crimes. Pedaços de unha, fios de cabelo e até urina – vale de tudo para achar uma amostra do DNA do suspeito e, assim, identificá-lo. Muito do que é mostrado no programa tem correspondência na vida real. A perícia genética não para de avançar. A partir da análise de amostras do DNA, os cientistas já conseguem presumir a idade, a altura, a cor dos olhos, do cabelo e algumas feições do suspeito. Recentemente, a polícia do estado da Louisiana, nos Estados Unidos, prendeu um homem acusado de ser um perigoso assassino serial. Pelos relatos de testemunhas, ele seria branco. No entanto, as amostras de DNA coletadas pelos investigadores diziam – corretamente – que era negro. Há dois anos, a polícia espanhola usou a mesma tecnologia para encontrar o suspeito dos atentados terroristas que destruíram uma estação de trem em Madri, em 2004. O teste genético feito nas amostras de DNA indicou que um dos participantes seria natural do norte da África. Outras provas validaram o resultado: ele era argelino.
Nem todas as investigações que se utilizam do DNA são bem-sucedidas. A genética forense ainda está em seus primórdios. É impossível garantir 100% de exatidão nos resultados, principalmente nos testes que deduzem a etnia do suspeito. Isso porque os testes não funcionam em pessoas com diversas origens étnicas. "Há uma perigosa tendência a fazer correlações entre etnia, crime e predisposição genética", alerta Pamela Sankar, professora de bioética da Universidade da Pensilvânia. Por isso, antes de acusar alguém, sejam as provas genéticas ou não, vale a máxima de que todo o cuidado é pouco.



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by revista veja

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